feliz aniversário.

Quinta-feira, Novembro 19

somando tudo, o saldo ainda é positivo, mas eu ainda não me sinto bem. ano de bosta, no geral.

dia.

Terça-feira, Novembro 3

a verdade é que quando meus pais tentam me bater eu me sinto como uma criancinha acanhada. eu tenho cinco anos de novo. quando eu digo que esse lugar me suga a alma, a casa deles, às vezes soa como exagero. mas taí um exemplo: eu não acredito em violência, eles gritam de peito cheio que ela é a solução. ai, os tempos da ditadura. EU sou A mãe. EU sou O pai. e Deus. hoje seria um bom dia pra ter parentes por aqui que me acolhessem.
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pra ter dias que valham a pena guardar na memória pra vida toda é mandatório desobedecer, ignorar, desconsiderar meus pais. mas não dá nem tempo de estar maravilhada com o mundo que pode ser: maus dias por aqui.

mensalidade da escola que você odiava e a que você mais faltou do que foi nos seus últimos quatro anos: $500.
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inscrições pros vestibulares que você não passou: $300
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cursinho: $700/mês
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ver seu professor de literatura dançando ragatanga na aula de pós-modernismo: não tem preço.


hoje eu tinha aula de química de manhã. e nutricionista. ao mesmo tempo. fui à aula, atrasei á consulta, mas cheguei. legal que andar com t. e f. por ribeirão me fez sentir andando com 2 guarda-gostas. numa grande reversal, t., que é essencialmente carnívoro, me chamou pra almoçar no éden, aquele. a gente tinha quarenta minutos pra almoçar e voltar pra escola, e um pequeno problema: cada um estava numa parte diferente da cidade, e semi incomunicável. ele ficava mandando mensagens que eu não podia responder, porque eu não tinha créditos, e eu não conseguia comprar créditos. depois de rodar por aí durante toda a margem de erro no tempo calculada pra garantir uma caminhada confortável pós-almoço até a escola, eu consegui comprar créditos e ligar pra t., que em alguns minutos teria conseguido pegar/pagar/comer o salgado que ele já tinha pedido. falei pra ele correr pro restaurante, que eu já tava chegando. e eu já tava mesmo, até que eu virei na rua errada] porque eu nunca sei fazer o caminho shopping>coisas, só o caminho coisas>shopping [e me perdi e demorei. comemos nossas plantinhas rindo absurdos, suando absurdos e comendo absurdamente rápido, e saímos correndo de volta.
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dia divertido, after all. mas o ano vai ser uma bosta sem todo mundo se a minha previsão pra 2010 se cumprir: cursinho, química, física e matemática.

hemodrama.

Sexta-feira, Outubro 23

cérebro me enganava e me fazia pensar toda hora que eu já tinha feito os exames. hoje foi o dia. da última vez, ao menos a enfermeira era bonitinha, u_ú. a vaca de hoje deixou a agulha no meu braço o triplo do tempo necessário pra pegar a amostra de sangue. coc, e contar o meu pequeno drama matinal pro povo, pra expurgar. entre freaks que gostam de assistir o sangue saindo e c., que tem um coração gelado, eu fui chamada de frouxa umas vinte vezes.
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dia de lembrar das coisas dos mandruvás/mandaruvás/mandorovás, dos traumas de aracnídeos. e, enquanto isso, pessoa logo à frente lia a minha camiseta. descaradamente.
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amanhã eu tenho quatro aulas de manhã, e mais um simulado à tarde. aquele simulado. o que é mais foda que a fuvest. e eu comi chocolate demais e não consigo ir dormir. fuck.

mas ninguém lembrou do violão.

Quinta-feira, Outubro 22

é, esse não foi um aniversário assim tão ruim. descontando o estado interno, eu diria até que foi minimamente feliz. ganhar chocolates, apesar de toda a minha teoria bem elaborada sobre presentes comestíveis, que c. conhece tão bem. c. rindo absurdos dos chocolates. ganhar docinhos de (\_/). ir comprando doces do carrefour até o cinema. gastar todos os meus dinheiros de uma vez só com coisas completamente desnecessárias, e amigos que não me deixaram voltar pra casa cedo e fazer nada da vida hoje, um dia sempre sensível.
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apesar de amigos que acham vegetariano e biologia duas grandes decepções, hoje não foi um dia assim tão ruim. até b. telefonou!